domingo, 28 de fevereiro de 2010

Fotos



Fotos de Álvaro Starling







Mário de Andrade



Um trecho do programa do espetáculo. O texto foi retirado do livro Música, doce música, de Mário de Andrade
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A Bohemia no início do século XX


"Por que havemos de viver longe uns dos outros, quando sabemos que a verdadeira força da nossa triste humanidade está na sociabilidade, na troca mútua de idéias?"
Lima Barreto


Bohemia, Helios Seelinger (1903)


Dentre as inúmeras mudanças ocorridas no Rio de Janeiro no período histórico em que Ernesto Nazareth viveu (1863-1934), um fenômeno é importante ressaltar: os intelectuais e artistas que lutaram pela causa abolicionista, pelos ideais republicanos, assim proclamada a república, foram excluídos do jogo político. Antes esperançosos quanto à construção de uma sociedade mais justa, libertária, aberta à participação dos diversos setores sociais, agora percebiam que a república não traria a nova sociedade sonhada.

Excluídos da vida política, artistas e intelectuais passam por um processo de marginalização e, organizando-se nos cafés, bares, revistas, confeitarias, praças, passam a formar “guetos”, onde é possível trocar informações, formar opiniões, interferir na vida da cidade e posicionar-se perante a sociedade. Se parte dos intelectuais defendem os ideais republicanos, a racionalidade, o cientificismo, a industrialização e o progresso, os intelectuais boêmios em geral produzem um discurso critico que ressalta os aspectos negativos do progresso.


Sobre a relação entre boemia, arte e modernidade, Monica Velloso ressalta que “é do ‘gueto’ intelectual que saem os acordes da criatividade, as expressões da arte moderna” (VELLOSO.Modernismo no Rio de Janeiro.p.39)


Estudo de Bohemia
Pode-se ler os nomes de cada uma das pessoas representadas na pintura. Clique na imagem para ampliar.




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