sábado, 6 de março de 2010

Em Março


05 a 27 de Março de 2010 (Exceto 20 de Março)

Sextas e Sábados, 20h

Local: Sala Ana Horta
Centro Cultural da UFMG
Avenida Santos Dumond, 174
Esquina com Rua da Bahia, em frente à Praça da Estação

Ingressos somente por telephone
R$12,00 (inteira), R$6,00 (meia)
Reservas a partir do dia 01 de Março pelo telephone 9901 2207




Eduardo Pires


"Querida Elba, querido Serginho, querido Nazareth, queridos, ainda, não conhecidos,


sou um jovem senhor de 47 anos e posso afirmar já haver tido, como diz o Roberto Carlos, "tantas emoções", entrementes, jamais olvidarei a noite em que conheci Nazareth e seus contemporâneos, o quê me veio qual uma ouverture de emoção nunca dantes vista.
Esta coisa, sem ser à toa, fora um acontecimento! Sem divagar na singeleza ímpar de um Belo Horizonte que conheci! Não sei se poderemos ( Yo y Martica ) ter novamente esta emoção, mas os que purerem... é imperdível.

Beijos nos corações novos e nos antigos.
Duda"



Duda e Martinha são os grandes amigos do Rio. Inspiração para arte e para a vida. Ele legítimo carioca, ela nossa doutora colombiana, duas almas enormes e lindas!
Obrigada, queridos!!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Raras de Ernesto Nazareth

Eulina, filha de Ernesto Nazareth. Tema do mais recente artigo da série Raras de Ernesto Nazareth



O site Sovaco de Cobra apresenta a série Raras de Ernesto Nazareth, com artigos escritos por Alexandre Dias e gravações de músicas, também por Alexandre Dias. É a melhor referência sobre Nazareth na internet. Acesse: Raras Nazareth

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Fotos



Fotos de Álvaro Starling







Mário de Andrade



Um trecho do programa do espetáculo. O texto foi retirado do livro Música, doce música, de Mário de Andrade
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Clique na imagem para ampliar


A Bohemia no início do século XX


"Por que havemos de viver longe uns dos outros, quando sabemos que a verdadeira força da nossa triste humanidade está na sociabilidade, na troca mútua de idéias?"
Lima Barreto


Bohemia, Helios Seelinger (1903)


Dentre as inúmeras mudanças ocorridas no Rio de Janeiro no período histórico em que Ernesto Nazareth viveu (1863-1934), um fenômeno é importante ressaltar: os intelectuais e artistas que lutaram pela causa abolicionista, pelos ideais republicanos, assim proclamada a república, foram excluídos do jogo político. Antes esperançosos quanto à construção de uma sociedade mais justa, libertária, aberta à participação dos diversos setores sociais, agora percebiam que a república não traria a nova sociedade sonhada.

Excluídos da vida política, artistas e intelectuais passam por um processo de marginalização e, organizando-se nos cafés, bares, revistas, confeitarias, praças, passam a formar “guetos”, onde é possível trocar informações, formar opiniões, interferir na vida da cidade e posicionar-se perante a sociedade. Se parte dos intelectuais defendem os ideais republicanos, a racionalidade, o cientificismo, a industrialização e o progresso, os intelectuais boêmios em geral produzem um discurso critico que ressalta os aspectos negativos do progresso.


Sobre a relação entre boemia, arte e modernidade, Monica Velloso ressalta que “é do ‘gueto’ intelectual que saem os acordes da criatividade, as expressões da arte moderna” (VELLOSO.Modernismo no Rio de Janeiro.p.39)


Estudo de Bohemia
Pode-se ler os nomes de cada uma das pessoas representadas na pintura. Clique na imagem para ampliar.




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